quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Ensino Religioso

O Ensino Religioso

Matilde Tiemi Makiyama (Pedagoga-FEUSP)

Introdução

Podemos definir a educação das mais diferentes formas e com parâmetros diversos, mas, em se tratando de seu objetivo final, todas as definições convergem para o desenvolvimento pleno do sujeito humano na sociedade. É aqui onde o Ensino Religioso fundamenta a sua natureza: o homem para adquirir seu estado de realização integral necessita da perfeição religiosa, também.

"Dentre os inúmeros instrumentos de que dispõe a sociedade para alcançar tão elevado objetivo está a religião, pois somente quando se coloca a questão da transcendência, a que se denomina Deus, encontra a comunidade humana e cada uma das pessoas individualmente, respostas às perguntas fundamentais que todos se colocam diante da vida." (Catão, 1995).

O Estado, a quem, hoje, se confia a educação da maior parte da sociedade, reconhece a necessidade de uma educação religiosa, sem no entanto dizer como realizá-lo. Em todo caso, ele não pode prescindir dos questionamentos fundamentais de toda pessoa humana, e que constitui o próprio fundamento da sociedade.

Ensino Religioso é a disciplina à qual se confia, do ponto de vista da escola leiga e pluralista a indispensável educação da religiosidade. Aqui, já vale observar a necessidade de se superar uma posição monopolista e proselitista, para que haja uma autêntica educação da religiosidade inserida no sistema público de educação em benefício do povo.

"Pela primeira vez, pessoas de várias tradições religiosas, enquanto educadores, conseguiram encontrar o que há de comum numa proposta educacional que tem como objeto de estudo o transcendente." (Parâmetros Curriculares Nacionais). É certo, alguns comemoram como uma grande conquista a sua aprovação em lei, porém ninguém pode negar a complexidade e seriedade desta questão.

Então, será mesmo a aprovação do Ensino Religioso uma conquista? Ou estaria havendo, como muitos alegam, uma confusão de papéis: escola/igreja, ciência/religião, público/privado?

Os problemas da carência de fundamentação nas ciências vem reforçar o binômio fé/ciência. Portanto, qual é o fundamento, que parâmetros são tomados para a viabilização do Ensino Religioso? Esta é a questão que pretendo discutir no presente artigo, a partir da bibliografia ainda escassa, principalmente em se tratando de discussão filosófica.

O Ensino Religioso na L.D.B.

Com a nova L.D.B. muitas mudanças vem sendo organizadas a curto e longo prazo, seja do ponto de vista estrutural, quanto do conteúdo de nosso sistema educacional.

Para o Ensino Religioso, inicia-se uma nova fase da história, foi aprovado uma nova lei que o constitui, agora, em uma disciplina com todas as propriedades, enquanto tal. Isto significa que o Ensino Religioso não se dá mais no processo linear como foi concebido até recentemente, mas por meio de articulações complexas num mundo pluralista e multiforme, pois é nela e a partir dela que se inicia o processo. O próprio artigo 33 da L.D.B., já sofreu muitas críticas e está hoje em vigor na redação que segue mais adiante. Antes do artigo, é interessante observar o texto em que foi remetido à imprensa, na tarde de 17/6/97.

"O substitutivo do deputado Padre Roque (PT-PR) foi votado na Sessão da Câmara dos Deputados no dia 17/06/97. O texto aprovado corrige distorções históricas do Ensino Religioso, modificando a redação do artigo 33 da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. (...)

A grande novidade a ser introduzida é que o Ensino Religioso deverá ser tratado como disciplina do sistema de ensino, cujos conteúdos deverão primar pelo conhecimento religioso que forme consciências e atitudes anteriores a qualquer opção religiosa." (Joel de Holanda, PE).

"Substitutivo ao Projeto de Lei n. 2.757, de 1997. (Dá nova redação ao artigo 33 da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.) O Congresso Nacional decreta: Art. 33 – O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. 1º - Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores. 2º - Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso."

É interessante observar que apesar do decreto, o substitutivo não está sendo publicado pelo GAT – Estadual (Grupo de Assessoramento Técnico Estadual.

É preciso esclarecer e renovar o conceito de ensino religioso, da sua prática pedagógica, da definição de seus conteúdos, natureza e metodologia adequada ao universo escolar, como propõe os Parâmetros Curriculares Nacionais.

2. A Natureza do Ensino Religioso

Para a compreensão da razão de ser do Ensino Religioso é preciso partir de uma concepção de educação que a entenda como um processo global, integral, enfim, de uma visão de totalidade que reúne todos os níveis de conhecimento, dentre os quais está o aspecto religioso.

Toda sociedade possui um ethos cultural que lhe confere um caráter todo particular, e fundamenta toda a sua organização, seja ela política, social, religiosa, etc. E não é senão a partir da compreensão desse ethos, que poderemos contribuir com as novas gerações, no seu relacionamento com novas realidades que nos são propostas: o individualismo, o descartável, a experiência religiosa sem instituição etc.

O conhecimento religioso enquanto patrimônio da humanidade necessita estar à disposição na Escola. Em vista da operacionalização deste processo, o Ensino Religioso tem se caracterizado pela busca de compreensão desse sujeito, explorando temas de seu interesse, de forma interdisciplinar, com estratégias que considerem este novo perfil de indivíduos, estimulando, sobretudo, o diálogo.

A antropologia cultural, depois de muitos estudos históricos, deu ao fenômeno religioso o reconhecimento de seu caráter universal. Fato este, que nos leva a um reconhecimento ainda maior da originalidade deste fenômeno em e de cada cultura em específico.

"A religião nasceu a partir do fenômeno morte."- afirma Frei Vicente Bohne, da Coordenação dos Parâmetros C.N.). A angústia existencial que necessita de uma resposta, ao longo da história da humanidade conseguiu elaborar, basicamente quatro respostas: a Ressurreição, a Reencarnação, o Ancestral, o Nada.

Aqui, é preciso deixar muito claro que o Ensino Religioso não pretende ser nenhuma experiência de fé, mas que precisa se manter para a sua própria razão de ser, sob o fundamento do conhecimento.

3. A dimensão Pedagógica

A partir de uma abordagem antropológico filosófica, que reconhece o fenômeno religioso como decorrência de sua propriedade humana, de sua condição existencial, e seguindo para uma abordagem mais específica e de nossos interesses que é a de ordem pedagógica, podemos dizer que o específico do religioso para o Ensino Religioso é ajudar o aluno a se posicionar e a se relacionar da melhor forma possível com as novas realidades que o cercam. Primeiramente em relação aos seus limites e depois quanto às linguagens simbólicas.

O Ensino Religioso é , portanto, uma questão diretamente ligada à vida, e que vai se refletir no comportamento, no sentido que orienta a sua ética.

"Na medida em que as religiões tenderam a se institucionalizar e a se tornarem organizações públicas, mantidas e presididas pelo rei ou sustentadas oficialmente como um bem do Estado, pela comunidade política, introduziu-se uma distinção, mais ou menos perversa, entre ética, regulada pela fidelidade dos cidadãos aos costumes e bens da comunidade política, e a religião, cujas práticas eram ditadas pela fidelidade aos ritos e celebrações, independentemente da qualidade ética, tanto dos cidadãos como dos sacerdotes que os presidiam." (Catão, p. 44). Essa dicotomia entre religião e vida marcou muito fortemente a religião, tornou-se um dos mais graves problemas do cristianismo latino-americano, como identificou o episcopado católico em Santo Domingo, em 1992.

Tudo isto, ilustra um pouco da necessidade e a seriedade para se orientar a formação de um profissional que ainda não temos. Este, deverá estar capacitado, qualificado por uma visão e atuação muito maior que mostrou possuir a prática até hoje, e no qual o conteúdo deixe de ser quase que exclusivamente uma reflexão de valores, mas possa explicitar áreas específicas do conhecimento religioso.

Houve avanços quanto ao direcionamento pedagógico desde as reflexões e lutas pela inserção do Ensino Religioso, garantida na constituição Federal, em 1987/1988 – "O Ensino Religioso ocupa-se com a educação integral do ser humano, com seus valores e suas aspirações mais profundas. Quer cultivar no ser humano as razões mais íntimas e transcendentais, fortalecendo nele o caráter de cidadão, desenvolvendo seu espírito de participação, oferecendo critérios para a segurança de seus juízos e aprofundando as motivações para a autêntica cidadania.". Todavia, a inquietação do "como fazer" ainda continua sendo crucial.

A sala de aula não pretende ser uma comunidade de fé, mas um espaço privilegiado de reflexão sobre limites e superações. Isto implica a necessidade de se construir uma pedagogia que favoreça tal perspectiva, porque o que objetivamos é fruto de uma experiência pessoal, na incansável busca de respostas par as questões existenciais. É preciso interpenetrar teoria e prática.

Nesse processo, a elaboração de uma linguagem simbólica favorece a descoberta e experiência dessa realidade, portanto, podemos considerar quanto aos aspectos essenciais que orientam a ação pedagógica do Ensino Religioso a pedagogia do limite, a linguagem simbólica, os livros sagrados, e a dimensão dos valores.

A prática vai se dar na ordem da linguagem simbólica, procurando desenvolver o educando na capacidade de decifrar a linguagem simbólica e na compreensão das experiências do transcendente.

4. O Ensino Religioso e Ética

Muitos - sem compreender sua dimensão específica - questionam: "para quê o Ensino Religioso se já temos a Ética como um dos Temas Transversais, com todo um conteúdo?". A própria história do Ensino Religioso nos mostra que a Ética até há poucos foi o principal objeto do Ensino Religioso, quando não uma doutrinação religiosa. Nesta perspectiva, precisamos compreender com clareza de que ética se está falando.

"Toda religião comporta uma ética e toda ética desemboca numa religião, na mesma medida em que a ética se orienta pelo sentido do transcendente da vida humana" (Catão, p. 63). É necessário superar as errôneas e muitas vezes limitadas definições de ética e propor uma ética da consciência e da liberdade em lugar da ética da lei e da obrigação. Na raiz da Ética, como contempla o Ensino Religioso, está a busca da Transcendência que dá sentido à vida, que proporciona a plena realização do ser humano pessoal e social.

Considerações finais

A universalidade de uma discussão com base no respeito à pluralidade de posições e opiniões diante do religioso, na minha opinião, é a essência que viabiliza o Ensino Religioso.

Passou-se o tempo, como diz o Frei Vicente Bohne, em que este conceito era apreendido com o leite materno. Considero que, certamente, a família e a Igreja são os espaços por excelência dessa reflexão, mas o fato é que vivemos hoje numa realidade em que, apesar das limitações, a escola é o espaço privilegiado em que se pode realizar tais discussões. A Igreja em participação com outras entidades civis, longe de quaisquer forma de proselitismo, quer dar a oportunidade a todo indivíduo de refletir sobre as questões fundamentais da existência humana.

Passamos por uma megatendência de mudanças sociais, políticas e tecnológicas que se formam gradualmente a partir de diferentes variáveis ambientais e que, uma vez configurada, nos influencia. As instituições e organizações existem para agir no mundo, na sociedade e na história ajudando o indivíduo a pensar, a se posicionar frente às questões fundamentais da vida e a encontrar respostas, ou meios para uma resposta.

Acredito que as reflexões que nos propõe o Ensino Religioso, incluindo mesmo os que optam para uma negação de sua religiosidade, permite esclarecer posições, e uma autenticidade na busca da integridade humana, e a colaborar para a construção de uma sociedade melhor.

Muitos dizem que a sociedade está em crise, a educação está em crise, que não existem mais valores, mais ética, culpando esta ou aquela estrutura, mas talvez seja necessário, antes disso questionar as oportunidades que oferecemos às crianças e jovens de desenvolver a dimensão da consciência religiosa que faz parte de seu ser.

Bibliografia

VIESSER, Lizete C. Um Paradigma didático para o Ensino Religioso. Rio de Janeiro, Vozes, 1994.

Parâmetros Curriculares Nacionais – Ensino Religioso. Forum Nacional Permanente do Ensino Religioso. 1996.

CATÃO, Francisco. O Fenômeno Religioso, São Paulo, Editora Letras & Letras, 1995.

Lei de Diretrizes e Bases, 1997.

Parâmetros Curriculares Nacionais – Ética

Culminância das Oficinas do Ensino Médio Inovador

A Culminância das Oficinas do Projeto Ensino Médio Inovador, foi um verdadeiro sucesso, ocorreu tudo conforme o esperado, apresentações de todas as oficinas, dentre eles: Dança, Teatro, Canto, Violão, Informática e Artes Visuais. Fica meus agredecimentos a Equipe Gestora da Escola Dom Júlio, a Gestora Clícia Pantoja, a Coordenadora de Ensino Artele Sampaio, a Coordenadora Administrativa Sebastiana Almeida e a Coordenadora Pedagógica Elza Sá e à todos os Professores/Oficineiros, Eu (Sâmyk), Rauany, Neylando, Inací, Luiz e João. Por: Sâmyk Farias

Sobrinha| Ana Clara Costa

Essa é a princesa que nasceu no dia 24 de novembro de 2010 às 14: 35 min no Domingo do Senhor. A Princesa Ana Clara

Realizações 2010

Olá! Esse ano para mim, foi um ano de muitas realizações, pois, começei a ajudar minha comunidade, através de programas/projetos que fortalecem a educação brasileira, na Escola de Ensino Médio Dom Júlio Mattioli com o Projeto Ensino Médio Inovador, na Oficina de Informática e na Escola Municipal Messias Rodrigues de Souza com o Programa Mais Educação, com as disciplinas/oficinas de Língua Portuguesa, Matemática e Recreação e Jogos. Enfim, foi um prazer enorme ter trabalhado com pessoas especiais e acima de tudo, ter aprendido cada vez mais, pois, nessa troca de conhecimento só se aprende, nada é disperdiçado. E que venha 2011, com mais projetos de trabalhos, com uma "cara" de felicidade, paz, amor, sucesso... Feliz 2011!
Sâmyk Farias

Fotos da Oficina de Informática - Dom Júlio Mattioli

sábado, 21 de agosto de 2010

Atividade 2 - Assistindo Novela

É sabido por todos que a mídia exerce um papel fundamental na vida das pessoas. No entanto, na medida em que a mídia oferece suporte de informações, conhecimentos ela influência de maneira direta na vida social das pessoas, seja no comportamento, estilo visual, atitudes.

E essa transmissão de estilo, comportamento, informações é transmitida através das novelas e programas, um exemplo bem interessante é a novela Passione de Silvio de Abreu da Rede Globo de televisão, exibida em horário nobre.

A mesma, é destinada a todos os públicos, para as famílias em geral, pois a trama aborda vários temas transversais inseridos em seu enredo, ao assistir presenciaremos amores, ódios, ambição, vícios, aborto, cultura, família, enfim, uma diversidade de temas/assuntos que fazem parte do cotidiano das famílias brasileiras e é exatamente isso que o autor Silvio de Abreu tenta transmitir a partir da novela.

É mostrar para o público como reagir diante de males como vícios em drogas, ambição, aborto e valores como a importância da família é que é à base de sustentação da vida. Um dos exemplos que podemos citar de assuntos/temas que a novela retrata é vícios pelas drogas, onde o personagem Danilo Gouveia interpretado por Cauã Reymond passa por uma verdadeira turbulência psicológica levando o jovem a entrar para o mundo das drogas e afetar toda sua família.

Essa é uma das formas de sensibilizar todas as famílias que encontram-se nesta situação, onde jovens são influenciados por “amigos” à praticar tais atos, atos que podem gerar sérias conseqüências não só para o jovem quanto para toda sua família.

Portanto, não podemos negar a importância das mídias televisivas como as novelas, pois, elas são como espelhos da vida, que sempre buscam transmitir valores e informações que são de suma importância e de grande relevância para o público e convívio social.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Atividade 03 - INTERVENÇÕES NAS IMAGENS
Fiz uma pequena intervenção na obra Vênus de Boticelli, uma obra bem conhecida no mundo das artes.
Disciplina de Tecnologias Contemporânea na Escola 3

ATIVIDADE 1 – ASSISTIR E RESENHAR O FILME

Vivemos em uma sociedade cada vez mais capitalista e voltada para o luxo e modernidade tecnológica, e a mídia tem um papel primordial para que esses laços de modernidade, luxo e tecnologia se fortaleçam. Contudo, sabemos a mesma além de fortalecer esses trazem uma série de informações e noticias que são impreterivelmente indispensáveis para a nossa informação como cidadãos.

Porém, faz-se necessário um olhar suntuoso e critico ao assistirmos determinadas programações que veiculam na televisão/mídia, ou seja, é necessário focarmos o que de fato é bom ou ruim, para que não venhamos cair na volúpia dos meios de comunicação que muitas vezes acabam distorcendo nossas idéias, comportamentos e certas atitudes.

Um exemplo bem notório é o filme “O quarto poder” do diretor Costa Gravas e o documentário “Muito além do cidadão Kane” do cidadão Simon Hartog que enfatiza muito bem a questão do sensacionalismo por parte da mídia, que muitas vezes formula idéias e pensamentos contrários a respeito de determinadas noticias/informações, ou seja, quem detêm um certo poder aquisitivo, pode ter seu nome divulgado com uma certa leveza, porém, os não simpatizantes da mídia acabam tendo sua imagem distorcida perante a sociedade. E ambos os filmes/documentário mostravam o quanto a mídia pode influenciar nas decisões públicas, fazendo com que pequenos problemas transformem-se em algo de grande proporção mundial.

Portanto, é necessário uma redemocratização midiática, algo que revolucione a televisão brasileira para que assim tenhamos uma programação limpa e democrática, que não privilegie A ou B, sim todos de uma forma geral, transmitindo valores, conhecimento e informações de qualidade que sirvam de base para uma relação harmônica na sociedade.

sábado, 5 de junho de 2010

7ª e 8ª série - Oficina de Língua Portuguesa Escola Messias Rodrigues de Souza
Programa Mais Educação O programa Mais Educação é um projeto implantado pelo governo federal juntamente com o ministério da educação, que tem como meta principal fazer com os alunos das escolas públicas de todo o Brasil tenha sua carga horária de atividades alargadas, fazendo com que o aluno passe a maior parte de seu tempo na escola, inseridos em várias atividades como: Capoeira, Hip-hop, Grafite, Bandas e fanfarras, Recreação e jogos, e Letramento (Português e Matemática). Trabalho com as oficinas de Português e Matemática, o programa encontra dificuldades quanto a sua culminância, porém, os profissionais envolvidos estão a todo custo tentando levantar esse projeto para que assim, tenhamos alunos cada vez mais capazes e consciêntes de seu papel na sociedade.
ACADEMICISMO E NEOCLASSICISMO.
O NEOCLASSICISMO foi um movimento que acompanhou o renascimento no que diz respeito ao seu conjunto de idéias e pensamentos, o mesmo tinha como base uma nova forma de pensar e de fazer arte, voltados para uma uma visão mais "aberta" onde o ser fosse tido como ponto principal e não como ponto secundário nas relações artisticas. Este movimento por sua vez, tinha como uma de suas principais características o ACADEMICISMO, onde toda a produção da época estava direcionada para uma "linha de produção", ou seja, tinha uma modelo a seguir baseados nas escolas de artes (academias) e essas academias eram determinantes nas produções, pois, toda sua logistica estava baseadas nas suas matrizes. A partir daí, arte deixou de ser uma arte sacra, ou seja, deixou de seguir modelos e padrões que privilegiavam a "elite clerical" para valorizar padrões propriamente humanos, voltados para uma uma sociedade que adentrava a burguesia e começava a dá seus primeiros passos rumo a sua idependência cultural
Autor: Sâmyk Farias

Processo de aprendizagem da cultura visual

Sabemos que desde os tempos mais remotos o homem busca uma relação harmoniosa com seu meio, sempre buscando mecanismos para sua estabilidade na terra.

Na pré-história não foi diferente. Os mesmos sempre andavam em grandes grupos nômades, ou seja, não tinha um local especifico para se estabilizar e fincar suas raízes, muitas vezes passavam fome e frio e com essa necessidade de se locomover de um local para outro, de suprir suas necessidades e de fazer uma breve comunicação, fez-se necessário à criação de símbolos e gestos para uma relação precisa e emergente entre os integrantes do bando.

E esse método comunicativo resultou nas chamadas pinturas rupestres, essas pinturas eram uma espécie de ritual, ou seja, fazendo o desenho de um animal nas paredes das cavernas eles estariam praticamente fazendo uma armadilha para aquele animal, como se a metade do serviço de captura já estivesse concluído. O texto enfatiza e destaca a importância dos símbolos para os primitivos “Os símbolos foram os meios pelos quais o homem conseguiu sair do estado animal de inconsciência, para a primeira fase de consciência”.

Enfim, foram anos e anos de muita experiência e descobertas que fizeram com que mesmo em condições adversas os povos pré-históricos resistissem há varias dificuldades e desafios.

Mas, podemos parar pensar e refletir sobre os reais motivos de se estudar arte. Mas, afinal qual a necessidade de se estabelecer laços com a arte? Qual sua contribuição para a nossa vida social?

Podemos dizer que desde sempre a necessidade de se relacionar existiu e cada época dispõe de recursos que contribuem para a nossa relação e convivência, assim como em plena contemporaneidade do século XXI as nossas ferramentas são essenciais, as ferramentas como a pedra lascada, ossos de animais e barro para a construção das pequenas casas dos grupos já sedentários também fazem-se presentes e imprescindíveis uma análise desse contexto.

E para uma boa relação e entendimento dessas questões históricas é precípua uma relação e cotejo entre os acontecimentos do passado para assim poder entender melhor o presente.

E é exatamente isso, que o ensino da arte pressupõe para a nossa sociedade, essa busca e compreensão dos fatos que antecederam o nosso presente e ainda, despertar o senso critico e nos instigar a pensar sobre certos pontos e objeções que surgem no nosso dia a dia. O texto disponível reforça essa prática “A arte é inerente ao ser humano, um veiculo pelo qual motivações estéticas individuais ou de um grupo de pessoas vem a ser expressas num contexto social em um determinado tempo”.

Mas, sabemos que os ensinos de arte, bem como seus profissionais são visto com outros olhos, a arte como disciplina de recreação, onde estão inclusas somente as práticas de pintura, desenho e colagem, e o professor com “professor bonzinho” e que a arte como disciplina “não reprova”.

“Contudo, é preciso afirmar que uma das principais “utilidades” para o ensino de artes é a democratização do acesso aos patrimônios”.

Porém, podemos dizer que esse paradigma criado há muitos anos está aos poucos se desfazendo, hoje, temos profissionais aptos a trabalhar e alunos cada vez mais conscientes da fundamental importância da arte como ensino e transmissão de conhecimento.

Dentro da minha relação com artes visuais, percebo que a situação mudou muito, quando estudava de 5ª a 8ª série, o ensino de artes começava a dar seus primeiros passos rumo a sua estabilidade e reconhecimento como disciplina, mas, ainda tinha sua metodologia voltada para um método antigo, aquele que os alunos se atinham em pintar e desenhar. Quando cheguei ao ensino médio, percebi uma mudança radical nos procedimentos metodológicos de ensino, o que antes era voltado para a pintura e desenho passou a girar em torno de técnicas e estudos das maiores civilizações que tinha a arte como primazia, como Arte egípcia, romana e movimentos como o Renascimento.

No ensino superior em arte, compreendemos a grande proporção que é a arte como ciência, compreendemos que ela não se resume em produções voltadas para a pintura e desenho, percebemos que ela é fundamental para revolucionar nosso censo critico, estudar arte é de grande relevância para o nosso engrandecimento pessoal e humano.

Portanto, para que essa tabu de fato se quebre, temos que investir mais em educação com ênfase principalmente voltada para a área de artes, bem com investir na formação pedagógica dos nossos profissionais para que assim, tenhamos uma sociedade muito mais consciente e muito menos preconceituosa no que diz respeito ao estudo das artes visuais.

Autor: Sâmyk Farias

domingo, 14 de março de 2010

De volta as aulas!

Olá amigo (a) internalta! Dia 08 de março, retornamos as aulas no Pólo de apoio presencial da UABUnB, onde na mesma ocasião percebemos algumas alterações no espaço físico da instituição, onde inclusive o próprio nome da repartição mudou, ficando CEDUP - Centro de Educação Permanente. Boa sorte á todos! Abraços, Sâmyk Farias
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